Jardim Infância

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No Jardim de Infância do St.Paul’s School desenvolvemos a nossa ação pedagógica através de uma prática aglutinadora das diversas orientações, conduzindo a criança a um desenvolvimento físico, intelectual e social harmonioso.

Esse desenvolvimento é alcançado promovendo experiências de aprendizagem, com uma intencionalidade educativa, que englobam todas as áreas de desenvolvimento (cognitivo, linguístico, emocional, afetivo, relacional e social, psicomotor, artístico e criativo).

Mais ainda, alia-se um ensino bilingue, acreditando-se que a imersão numa língua estrangeira nos primeiros anos de vida é saudável e possível ao nível neurológico, uma vez que o cérebro possui ainda a plasticidade ideal para realizar novas aprendizagens de forma frutífera. Curiosa e aberta às novidades, a criança torna-se fluente em pouco tempo, adquire destreza com idiomas em geral, constrói um repertório linguístico diferenciado e ainda alcança a possibilidade de vivenciar a diversidade cultural.

A relação entre a família e o Colégio é privilegiada nesta fase, pois o envolvimento dos pais na educação escolar dos filhos é um direito, tanto como uma responsabilidade e um valor. Os pais são, em toda a sua essência, o maior e mais válido recurso que os educadores possuem para assegurar uma ação educativa coerente e um bom nível de qualidade na formação integral dos alunos.

O St. Paul’s School também desenvolve o Projeto de Grafomotricidade que visa uma transição harmoniosa do Jardim de Infância para o 1º Ciclo e promove a interligação dos dois níveis de ensino, incorporando saberes e perspetivas, potenciando as possibilidades de interação e enriquecendo e estimulando os processos de aprendizagem.

É consensual para o Colégio St. Paul’s School que a educação no Jardim de Infância deve, desde logo, orientar as crianças no sentido de se tornarem os verdadeiros protagonistas das suas vidas e de se afirmarem como cidadãos dignos, conscientes e atuantes, desenvolvendo as suas potencialidades e as competências necessárias para serem pessoas autónomas, solidárias e felizes.

Nessa perspetiva, os fundamentos da pedagogia infantil preconizam o desenvolvimento de atividades de aprendizagem formais, lúdicas e artísticas, alicerçadas em relações interpessoais e em conteúdos significativos, suscetíveis de apoiar a criança na construção do conhecimento do mundo e na descoberta de si próprio.

O Jardim de Infância dispõe de 6 salas de atividades, espaços polivalentes, salas específicas de música, ginásio, campos exteriores de desportos, laboratório de informática, parque infantil equipado, equipamentos e material pedagógico diversificados e adequados a um são desenvolvimento global da criança.

O Jardim de Infância dispõe ainda de salas de atendimento/observação/despistagem, a cargo de uma equipa de psicólogos que intervém sempre que os docentes ou os pais o considerem pertinente.

É um local de socialização por excelência e um espaço em que a criança, através da interação com outras crianças de saberes e culturas diferentes, aprende a relacionar-se com o mundo que a rodeia. Em concreto, a aprendizagem comporta duas vertentes: uma interna, de aprendizagem e descoberta, e outra externa, de exercício de destrezas, aptidões e técnicas, que familiarizam o aluno com o saber-fazer.

De acordo com o Projeto Educativo, o Colégio promove uma prática pedagógica que visa:

  • Favorecer a aquisição de espírito crítico e a interiorização de valores espirituais, estéticos, morais e cívicos, com base nos quais a criança vai assimilando e construindo referências, regras e limites, direitos e deveres;
  • Promover a educação para a cidadania responsável; ​
  • Criar um ambiente educacional no qual a criança é valorizada e escutada, que contribua para o seu bem-estar e autoestima, e concorra para uma progressiva autonomia individual e coletiva;
  • Educar para a saúde pessoal e coletiva e incutir hábitos saudáveis de alimentação e higiene;
  • Valorizar a autonomia, favorecendo a liberdade de escolha e possibilitando a tomada de decisões;
  • Permitir a utilização de uma grande diversidade de materiais, explorando o espaço e o tempo; ​
  • Motivar as crianças para uma participação ativa nas tarefas propostas no dia-a-dia;
  • Promover uma educação intercultural, aberta e tolerante face a outras culturas e saberes;
  • Facilitar o acesso às novas tecnologias como forma de linguagem;
  • Sensibilizar para as características físicas e potencialidades próprias e alheias;
  • Proporcionar exercícios de desenvolvimento da motricidade global e fina;
  • Promover o jogo simbólico, através do próprio corpo e do relacionamento com os outros;
  • Facultar a aquisição de noções espácio-temporais;
  • Desenvolver conceitos lógico-matemáticos;
  • Estimular a criança, despertando nela a curiosidade e o desejo de aprender;
  • Promover na criança a capacidade de observação, experimentação e questionamento;
  • Estes objetivos são perseguidos de formas que variam em função da idade e da preparação dos alunos: nos primeiros anos/níveis, a observação, a exploração e a manipulação de objetos concretos; mais adiante, a investigação, a experimentação e as relações interdisciplinares, mas sempre através de trabalho individual e em grupo;
  • As aptidões motoras evoluem, pelo que, neste estádio, a criança está apta a iniciar a prática do desporto e de outras formas de expressão corporal;
  • Estes diferentes modos de expressão são, desde o início, incentivados nas nossas crianças, constituindo fontes de prazer e de realização pessoal e contribuindo para o desenvolvimento das suas capacidades. Em consequência, as atividades curriculares incluem a Motricidade Infantil, a Expressão Musical, Ateliers de Expressão Plástica e a informática;
  • O Jardim de Infância promove a observação e a compreensão do meio ambiente, no intuito de fomentar na criança uma consciência ecológica tão firmemente alicerçada como a consciência que deve ter de si próprio e do seu corpo, bem como da necessidade de hábitos de higiene e de proteger a saúde pessoal e pública. É na prossecução deste objetivo que o projeto educativo do Colégio emerge como elemento facilitador do processo de decifração dos códigos linguísticos e matemáticos, através do seu Projeto de Grafomotricidade: dado que a escrita, a leitura e a matemática já fazem parte do quotidiano de cada criança, esta progressivamente apreende uma estrutura classificadora que torna possível a transformação desses mesmos códigos em instrumentos lógicos e analíticos do pensamento. A criança compreende que a escrita permite recordar o dito e o vivido, mas constitui um código com regras próprias, que ela vai gradualmente decifrando e aplicando até ao desenvolvimento pleno da sua capacidade de escrita e de leitura; paralelamente, a criança adquire a capacidade de evoluir no seu pensamento matemático através de vastos exercícios de cálculo e raciocínio lógico. Na transversalidade deste projeto, a criança desenvolve a sua coordenação oculomotora, a noção de uniformidade, a segurança na realização do traço, pré-requisitos fundamentais para a aquisição da letra manuscrita, a compreensão global dos números e das operações e a sua utilização para fazer julgamentos matemáticos;
  • A introdução à informática no desenho curricular do Jardim de Infância surge como, mais do que uma ferramenta, um objeto de conhecimento. Acreditamos que a sua aprendizagem possibilita uma abordagem diferente dos currículos e concretiza o uso de estratégias diversificadas para atender às múltiplas formas de pensar e aprender de uma criança;
  • Fundamentalmente, pretendemos concorrer para o desenvolvimento pleno e harmonioso da criança, na dicotomia de um património cognitivo associado à capacidade da criança para lidar de forma concertada com o seu mundo interior (as suas emoções), valorizando a sua formação pessoal e os valores preconizadores de seres humanos moral e intelectualmente dignos.

A avaliação do projeto educativo é entendida como processo de diagnóstico, funcionando como instrumento necessário e fundamental para permitir uma reflexão e uma evolução constantes tanto de instrumentos como de estratégias que visem a crescente implementação da qualidade do ensino que se quer de excelência.

Os alunos são objeto de uma avaliação formal, em documento próprio, com carácter trimestral e de uma avaliação informal, que será efetuada sempre que a família o solicite, em reuniões previamente agendadas com qualquer docente do conselho de docentes do seu educando.

A avaliação dos alunos das salas de cinco anos é realizada no 3.º período, por um psicólogo do colégio, e tem em vista avaliar a maturidade do aluno por ocasião da sua entrada no 1.º Ciclo do Ensino Básico.

A entrada no 1.º ano de escolaridade é plena de ansiedade e expectativas, verificando-se, muitas vezes, o medo de falhar por parte da criança e seus pais. Os recém-chegados alegram-se com as novidades, desorientam-se com as mudanças e têm de aprender a lidar com rotinas diferentes.

Para que o percurso escolar se inicie com sucesso é necessário que a criança tenha desenvolvido certos pré-requisitos cognitivos, psicomotores e uma sólida relação de afetividade com a escola e seus pares.

Da nossa parte, Serviço de Psicologia e Orientação (SPO), cabe-nos avaliar o ritmo e nível de maturação das competências desenvolvidas pelas nossas crianças.

Para tal, realizamos uma avaliação aprofundada das competências das crianças das salas Pink do jardim de infância. Esta é realizada ao longo de todo o 3º período através de:

  • Observação direta e interação com o aluno em sala de aula;
  • Recolha de dados de anamnese, através do preenchimento de um questionário aplicado aos pais;
  • Aplicação da Escala de Desenvolvimento Mental de Griffiths dos 2 aos 8 anos, individualmente em sala apropriada, com ambiente tranquilo e positivo.

A Escala de Desenvolvimento Mental de Griffiths dos 2 aos 8, é uma escala reconhecida pela Comissão Científica Internacional, amplamente utilizada como instrumento de avaliação do desenvolvimento, por diferentes profissionais.

Avaliam o desenvolvimento mental das crianças nos primeiros anos de vida. O conceito de desenvolvimento mental refere-se aos processos e ritmo de crescimento e maturação das competências na criança.

A avaliação do desenvolvimento mental implica uma investigação aprofundada das competências da criança, incluindo as aptidões motoras, sociais e cognitivas, através da observação direta, dos testes e das descrições dos cuidadores.

A Escala de Griffiths é constituída por 6 subescalas:

Locomoção – avalia a motricidade global, incluindo o equilíbrio, a coordenação motora e o controlo de movimentos;

Pessoal-Social – avalia as competências ao nível da autonomia em atividades quotidianas, assim como o seu nível de independência e a capacidade de interagir com os pares;

Linguagem – avalia a linguagem recetiva e expressiva;

Coordenação Olho-Mão – avalia a motricidade fina, destreza manual e competências visuo-motoras;

Realização – avalia as competências visuo-espaciais, incluindo a rapidez de execução e a precisão;

Raciocínio Prático – avalia a capacidade em resolver problemas práticos, ordenar sequências, compreensão de conceitos matemáticos básicos e questões morais;

Os itens que compõem a Escala de Griffiths são diversificados e baseiam-se nas várias atividades espontâneas da criança, tais como falar e brincar. Abordam as diferentes etapas do desenvolvimento, sendo apresentados por grau de dificuldade crescente.

De salientar que, no final da avaliação, será dado a conhecer aos progenitores o Relatório Individual, no decurso da reunião de avaliação e balanço final do ano letivo.

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