St. Paul’s Conference: A Era Digital – Principais Desafios para a Escola e Família

“Anular as tecnologias da vida das crianças não é solução”

Decorreu mais uma St. Paul’s Conference, a segunda no presente ano letivo que agora está a terminar.  

A conferência contou com a presença do orador António Paulino, Pró-Presidente do Instituto Politécnico de Coimbra para a Transformação Digital. 

Perante uma plateia de profissionais e pais, António Paulino iniciou a conferência com uma breve resenha histórica sobre o acesso ao conhecimento e o papel das Tecnologias da Comunicação para uma maior difusão do saber, em volume e público alvo, tendo a invenção da imprensa sido um marco fundamental.

Mais recentemente, também a pandemia constituiu um marco importante, sendo um ponto de viragem no uso das tecnologias e Internet junto das escolas e famílias.

As escolas adotaram, como maior ou menor rapidez, o Ensino a Distância, desenvolveram-se plataformas de ensino e de conteúdos, constituindo alternativas válidas ao ensino tutorial presencial, metodologia que vem desde a Idade Média.

Verificou-se, nestes últimos vinte anos de Internet, uma mudança de paradigma: o livro dá lugar aos conteúdos multimédia.

Por outro lado, “torna-se complicado para os pais controlar ou orientar o educando, quando estas ferramentas de aprendizagem são tão suscetíveis de desencadear múltiplas distrações”. 

Dada a palavra às famílias presentes, e expostas as experiências e estratégias de cada um, concluiu-se que “a solução não passa por anular as tecnologias na vida das crianças, mas por estratégias e ferramentas de controle parental”.

A monitorização do tempo de utilização e conteúdos acaba por disciplinar e incutir rigor no quotidiano e metodologia de estudo das crianças e jovens, com reflexo no seu futuro profissional.

Pelas famílias dos alunos do Colégio, foi referido que o facto do St. Paul`s School impedir o uso de telemóveis ou outros equipamentos similares pessoais minimiza, só por si, o tempo e os conteúdos consultados, sem prejuízo para o desenvolvimento de competências tecnológicas, com uma aprendizagem monitorizada e regrada em sala de aula.

“Não podemos entrar em negação, porque a quantidade de informação e o acesso facilitado à mesma, estimula a autonomia e o espírito crítico nos alunos.”